as pessoas jogam futebol por aí
eu leio Fausto trancado em casa
outros vibram com os carros barulhentos
eu choro só porque uma pessoa chorou.
aí eu acho que sou tão diferente
e me encanto com a cor do sol do céu
e percebo como sou óbvio e careta:
o que vejo todo dia não deveria me surpreender.
aí eu falo de poesia, penso em poesia
atravesso a rua em poesia
e desencontro o que mais quero em poesia.
é que não faz sentido que o mundo concorde
ou que os outros concordem
ou que faça sentido o que nem sei se é caminho
sei que atravesso a noite
raras vezes o dia
nunca a manhã
e tenho vergonha de tudo que faço
não quero ganhar nada,
não joguei
não faz diferença se sou feliz
porque a vida é boa
ou simplesmente porque não sei.
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07 agosto 2012
21 junho 2012
vinte e um
o computador ronrona
eu coço a perna
o teclado digitado
e ainda tem gente que insiste em fazer poesia falando do céu, do mar, da luz, dos grilos.
toda palavra é barulho
toda falta de palavra também.
então relaxa aí
e para de pensar que o silêncio é poético.
eu coço a perna
o teclado digitado
e ainda tem gente que insiste em fazer poesia falando do céu, do mar, da luz, dos grilos.
toda palavra é barulho
toda falta de palavra também.
então relaxa aí
e para de pensar que o silêncio é poético.
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