por aí é um lugar
por onde eu vejo
que tem muito poeta na vida
pra pouco porreta na terra.
Mostrando postagens com marcador poeta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poeta. Mostrar todas as postagens
24 julho 2013
03 agosto 2011
por que eu não escrevo um romance
Essa é a pergunta e eu descobri a resposta: porque eu não vivi nada. É preciso muita experiência na vida, muito ateísmo frustrado, muita discussão sobre o nada, muita briga, porrada, muita injustiça, preconceito, racismo, entre outros. É preciso que muita coisa ruim aconteça para que a experiência deixe de ser na carne e se incorpore nas fibras, nos poros, nos sentidos.
A juventude tem alguma coisa feliz no corpo. O corpo jovem é elástico, obedece, faz rir e se recupera rápido de qualquer coisa, isso impede que se sinta as coisas por tempo suficiente. E um romance, pelo menos um dos bons, maduro, precisa dessa coisa aí que não sei o nome. Foi-se o tempo em que se sabia o que escrever porque o mundo mesmo dizia. Agora que escrever é inútil que o ato da escrita se torna mais importante ainda. Isso é essencial: em um mundo que NINGUÉM lê, a função do escritor é ainda maior, vital, quase uma natureza.
E eu não escrevo um romance por tudo isso e se você escreve é porque não pensou o que eu pensei e, portanto, seu livro não me interessa.
A juventude tem alguma coisa feliz no corpo. O corpo jovem é elástico, obedece, faz rir e se recupera rápido de qualquer coisa, isso impede que se sinta as coisas por tempo suficiente. E um romance, pelo menos um dos bons, maduro, precisa dessa coisa aí que não sei o nome. Foi-se o tempo em que se sabia o que escrever porque o mundo mesmo dizia. Agora que escrever é inútil que o ato da escrita se torna mais importante ainda. Isso é essencial: em um mundo que NINGUÉM lê, a função do escritor é ainda maior, vital, quase uma natureza.
E eu não escrevo um romance por tudo isso e se você escreve é porque não pensou o que eu pensei e, portanto, seu livro não me interessa.
Assinar:
Postagens (Atom)