se me perguntam a medida da saudade,
juro que não sei.
na verdade, até onde eu sei,
a saudade nunca foi de fazer média.
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01 abril 2013
26 outubro 2012
saudade
Saudade é um prato de carne
servindo legumes e peixes frescos
no almoço de amanhã
é o som que escapa
da caixa estourada do tímpano
do último maestro vivo
saudade é um tiro na cara
sem arma, sem bala
sem cama, sem gente
sem tempo
sem espaço
sem luz
27 outubro 2011
poesia da manhã
Acordo cedo e não me reconheço.
Não sei se madrugo ou se anoiteço
Se sou o que reclama ou o que pede
O que despenca ou o que desce
O que brinca ou amadurece
Não sei se me divirto ou se pereço
Se mergulho na praia ou atolo na serra
Se gosto do grito ou do silêncio
Se sou de família ou do bar
Oscilo e não me reconheço.
E quando deito
tenho uma saudade sem nome
(saudade talvez em inglês)
de tudo que sou
quando não estou sendo
ou que não sou
quando insisto em ser
e essa saudade
me empurra pros lados
pra baixo, pra cima
e a cabeça latejante
pensa, duvida
e até o último instante
acredita na sorte.
Enfim, durmo.
Acordo cedo e não me reconheço.
Não sei se madrugo ou se anoiteço
Se sou o que reclama ou o que pede
O que despenca ou o que desce
O que brinca ou amadurece
Não sei se me divirto ou se pereço
Se mergulho na praia ou atolo na serra
Se gosto do grito ou do silêncio
Se sou de família ou do bar
Oscilo e não me reconheço.
E quando deito
tenho uma saudade sem nome
(saudade talvez em inglês)
de tudo que sou
quando não estou sendo
ou que não sou
quando insisto em ser
e essa saudade
me empurra pros lados
pra baixo, pra cima
e a cabeça latejante
pensa, duvida
e até o último instante
acredita na sorte.
Enfim, durmo.
Acordo cedo e não me reconheço.
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