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25 julho 2011

Da minha Janela



Da minha janela eu vejo o ocidente. O passado e o futuro em perspectiva renascentista, um à frente outro atrás, mesmo sem saber qual dos dois vem primeiro. Vejo sudokus e mangás: kamikazes sorridentes que dizem arigato. Da minha janela não vejo a rua, mas sei que ela é pálida, ríspida, melancólica e turbulenta. Eu vejo a rua como um cara, maneiro e sorridente, malhado e sexualizado. A rua é uma criança, tal como o ocidente. Da minha janela eu vejo muitas coisas: continentes e países. Vejo muitos oceanos não muito pacíficos, mas na maior parte do tempo voyerísticos - que nos olham sempre que os olhamos com fetiche. Da minha janela vejo muitas coisas que tenho preguiça de dizer, uma preguiça ocidental de dizer o que vejo da minha janela. Porque dela vejo um espelho, ou até mais, da minha janela vejo outra...