Mostrando postagens com marcador tribo de gonzaga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tribo de gonzaga. Mostrar todas as postagens

15 abril 2013

Marco Feliciano afirma que “Pra Quando Chover” da Tribo de Gonzaga contém incitação ao demônio



Na noite da última sexta-feira, o deputado Marco Feliciano apareceu com mais uma de suas pérolas. Durante um culto realizado em sua igreja, ele afirmou que a música Pra Quando Chover da famosa banda petropolitana de forró chamada Tribo de Gonzaga escondia em seu refrão uma incitação ao que ele chama de “forças do inferno.” Afirmou:

- “Os compositores dessa banda se fazem de bons moços, dizem pregar o bem e a alegria, mas escondem em suas letras manifestações claramente demoníacas. O refrão de uma canção que todos acham dizer “e se chover a gente dança no toró”, na verdade, diz nada mais nada menos que “e se exu ver a gente dança no toró, se fizer sol a gente feito um só.” 

Um dos compositores da canção, o letrista Luiz Ribeiro, via email, afirmou não ter tido conhecimento do polêmico comentário do pastor, mas que de qualquer forma não vê problema em que exu assista qualquer dança que se faça na chuva porque é a favor da pluralidade religiosa. Completa também dizendo que Exu, além de ver, poderia chamar a Maria Padilha para uma dança, assim todas as entidades podem também celebrar a festa que é a música e a cultura sincretista brasileira.

10 fevereiro 2012

o português

Ontem estava bebendo uma cerveja em um botequim com meu amigo Thiago Iglesias à espera do forró da Tribo de Gonzaga quando um cara de 42 anos, nascido em Portugal, começou a conversar conosco. Falamos de paraquedismo, da diferença entres os países. Falei então do meu gosto por música portuguesa. Falei o nome de alguns artistas, ele ficou feliz de lembrar seu país e nos chamou para entrar na casa dele.
Ele está morando nos fundos de uma loja de materiais de construções, pregos, martelos, enfim, coisas de obras. Contou que morava em uma imensa casa cujo aluguel era 3 mil reais, mas que sua esposa teve trombose, está doente e que agora ele está vivendo assim com muitas dificuldades. Pediu desculpas, ofereceu-nos um banco pra sentar e falamos de muitas coisas, dentre outras de literatura. O cara é um sábio.
Continuamos a conversar, ele nos ofereceu uma latinha de Boemia que estava em sua mini geladeira e me zuou por não conseguir pegar vinho na máquina dele. Disse: "depois português que é burro."
Esse cara, esse momento, vai ser inesquecível pra mim. Talvez nunca volte a vê-lo, mas sempre vou levá-lo comigo.