Tento me ver em meu blog e percebo que, como já disse, muitas vezes não me reconheço. Meu blog não é um portal para minha alma. A minha alma, se existe, vive em uma profundo poço sem portas e sem acesso. Cada vez que tento chegar até ela, lanço um balde e puxo de lá aquilo que desejo e recebo apenas alguns goles d´água de palavras que pigam por todo meu exterior. Isso eu escrevo. Aí quem me lê tem a missão de transformar meus pingos em palavras e depois em sentido e, assim, atribuir alguma coisa a mim ou à minha alma.
Pode parecer ridículo, mas não há tarefa mais solitária do que tentar comunicar a alma com alguém. Ela, intraduzível, é gigante e o outro apenas uma portinhola. É por conta disso que devemos viver como se a alma não existisse e comunicar apenas aquilo que nossos olhos podem ver e o coração sentir. Deixemos a alma de lado, ela é pesada e se vier à tona será através de um sofrimento qualquer. Comuniquemo-nos pelo coração, só com ele, sem as convenções sociais e sem a prática do cotidiano. De resto, deixe que o olho veja, a boca fale, o ouvido escute, a pele sinta, o nariz cheire. E Que o amor construa.
Mostrando postagens com marcador blog. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blog. Mostrar todas as postagens
09 novembro 2011
a alma
Marcadores:
alma,
blog,
nariz,
olhos,
pele ouvido
05 setembro 2011
vazio
Faz quase um mês que não posto no blog. Entrar nele hoje e olhar me deu uma sensação de vazio, senti vontade de escrever, filosofar sobre qualquer coisa ou simplesmente preencher aquele vazio. Depois pensei que não, que era ruim preencher o vazio, que estamos acostumados demais a não aceitar pequenas partes incompletas em nós e nunca aceitamos fracassos ou perdas e enchemos alguém de palavras, insultos, ou simplesmente, barulhos.
Pensei no valor de não escrever hoje.
Mas escrevi.
Pensei no valor de não escrever hoje.
Mas escrevi.
Assinar:
Postagens (Atom)